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Jeduca | Associação dos jornalistas de educação
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Dicas para analisar o relatório 'Education At a Glance'

12/09/2017

Levantamento da OCDE divulgado oficialmente nesta 3ª-feira é fonte para comparações internacionais de diferentes aspectos da educação; Brasil é um dos 45 países analisados

EAG usa dados fornecidos por governos
OCDE

O relatório “Education at a Glance”, divulgado anualmente pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) é uma compilação de indicadores consensuados internacionalmente como referências para mensurar diferentes aspectos da educação: acesso e participação, financiamento, desigualdade, performance de sistemas educacionais, progresso dos estudantes, equidade, características e salários dos professores, entre outros.

 

A edição de 2017 do documento, divulgada oficialmente nesta terça-feira (12/09), contém dados de 45 países, entre membros e parceiros da OCDE. O Brasil é parceiro da organização.

 

Os dados que compõem o relatório são fornecidos pelos próprios países e são comparáveis num mesmo ano. A OCDE não recomenda a comparação dos indicadores entre anos distintos, pois a metodologia de cálculo adotada pelos países pode mudar.

 

O EAG 2017 contém dados de 2014, 2015 e 2016. Embora, em alguns casos, existam estatísticas mais atualizadas disponíveis, a OCDE considera que as informações e indicadores apresentados no relatório traduzem as tendências e, portanto, refletem a realidade dos países estudados.

 

O documento está divido em quatro seções que podem ser caracterizadas como:

 

A – Impacto da educação

 

B – Recursos humanos e financeiros

 

C – Acesso

 

D – Aprendizagem e organização escolar

 

Alguns destaques do EAG 2017 mais significativos para o Brasil:

 

Seção A:

 

- Taxa de escolarização da população por nível de escolaridade, o que permite mensurar o “capital humano”, inclusive com o perfil dos diplomados por área e gênero.

 

- As tabelas das séries A5 e A6 têm foco no mercado de trabalho, possibilitando análises de emprego x escolarização e renda x escolarização. Permitem análises sobre a correlação entre acesso à educação superior e renda – especialmente na América Latina, essa correlação é alta, ou seja, quem tem ensino superior tende a ter salário maior.

 

Nesse caso é importante levar em conta os aspectos que sinalizam desigualdades: por exemplo, a diferença salarial entre quem possui e não possui educação superior é um sinal de desigualdade (quanto maior a diferença, maior a desigualdade).

 

Seção B:

 

- As análises do gasto por aluno (tabela B1) levam em conta os recursos materiais das escolas. No caso do Brasil, os dados se referem às escolas públicas; apesar disso, os dados são representativos, pois no Brasil as escolas públicas respondem por mais de 80% das matrículas da educação básica.

 

- O investimento total em educação (Tabela B4) diz respeito aos gastos efetivos nas escolas e ao gasto total (o que inclui ações e programas como o Fies, ProUni etc.). Está dividida por nível de ensino, o que permite perceber qual nível recebe mais ou menos investimento.

 

A análise da porcentagem do PIB aplicada em educação é mais comum, mas, para saber qual o “grau de prioridade” atribuída à educação por um governo, é preciso analisar a porcentagem do gasto em educação em relação ao gasto público.

 

Seção C:

 

- Análise de matrícula por idade e nível de ensino (C1). De maneira geral, os países têm mais de 95% da população de 5-14 anos na escola. O importante é olhar a situação dos jovens a partir dos 15 anos, idade a partir da qual a participação na escola tende a diminuir. Os indicadores desta seção permitem identificar em que nível de ensino estão, por exemplo, os jovens de 19 anos de um determinado país e fazer comparações entre países.

 

- As tabelas da série C2 abordam a educação infantil, considerando em conjunto creche e pré-escola, conforme a classificação internacional de níveis de ensino em vigor. Esses indicadores permitem saber a taxa de matrícula e o volume de investimento neste nível de ensino;

 

- As tabelas C3 abordam o acesso ao ensino superior. São o contraponto das tabelas A2 e A3, possibilitando análises combinadas entre essas dimensões.

 

- As tabelas C5 contêm dados de vários países sobre estudantes que não estudam, nem trabalham. São bastante úteis para colocar numa perspectiva internacional a situação dos adolescentes e jovens fora da escola no Brasil.

 

Seção D:

 

-  As tabelas da série D1 contêm dados sobre permanência na sala de aula/atividades letivas.

 

- As tabelas D2 trazem dados sobre tamanho das turmas

 

- A série D3 enfoca salário de professor. No caso do Brasil, os dados se referem ao piso salarial. Aqui é interessante comparar com outros países da América Latina e fazer análises sobre a atratividade da profissão.

 

- As tabelas D5 abordam a idade do professor por nível de ensino

 

- As tabelas D6 apresentam um tipo inédito de análise em relação aos relatórios anteriores e enfocam o sistema de ingresso na educação superior (livre ou processo seletivo). Permitem analisar a seletividade/facilidade de acesso ao sistema.

 

OUTRO DESTAQUE:

 

- Uma novidade do EAG 2017 é a análise da taxa de sucesso no ensino médio (Ver figura 3, pág.4 do relatório sobre o Brasil e Tabela A9.2 do relatório geral). A análise contempla três situações: estudantes que se formaram, estudantes que saíram do sistema e estudantes ainda matriculados.

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